Clarice Lispector
É numa noite chuvosa que finalmente nasce. Porque o medo de tirar o cadeado e me escrever para que alguém leia só poderia ser desafiado assim, debaixo de muita chuva. De outro jeito não poderia ser. Chuva, Clarice e Lenine me lembrando que "em tempos de tempestades, diversas adversidades, eu me equilibro e requebro".
Começou com um vento sujo que varria a terra até os olhos. Ventou, choveu e trovejou muito. Mas a chuva nunca dura pra sempre. E como eu chovi, em quatro meses, 89% das lágrimas previstas para o ano inteiro, deve estar perto do fim. Seca.
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